Este roteiro é para donos, gestores de rede e responsáveis regulatórios de provedores que precisam acompanhar os 6 GHz sem transformar uma proposta em premissa de compra. A dor é concreta: decidir o que monitorar e quais dúvidas levar à engenharia antes de comprometer investimento.
O que mudou desde o anúncio
A primeira audiência foi realizada em Brasília em 16 de outubro de 2026. A Anatel confirmou, em notícia publicada em 22 de outubro de 2026, a realização da segunda audiência pública em São Paulo no dia 21. A Agência informou a extensão do prazo para contribuições à Consulta Pública nº 37/2026 até 7 de dezembro. O Participa Anatel também exibia essa data na checagem de 23 de outubro. A terceira audiência está marcada para 25 de novembro de 2026, a partir das 14h, em Fortaleza, conforme aviso publicado no Diário Oficial da União em 27 de outubro. O aviso não explicita o fuso do horário.
A realização de audiências e a extensão do prazo de contribuições não equivalem à aprovação do edital. As posições de participantes devem ser distinguidas das decisões da Agência.
Segundo a Agência, a proposta aborda a porção superior da faixa, de 6.425 a 7.125 MHz, com vinculação primária ao Serviço Móvel Pessoal. O planejamento apresentado prevê licitação até 2028. Esses elementos descrevem a proposta e seu planejamento; a própria notícia informa que contribuições sobre cronograma, lotes e compromissos ainda serão analisadas pelo Conselho Diretor.
Por que o provedor deve acompanhar
Em seu relato da audiência, a Abrint informa ter defendido mais espaço para Wi-Fi, aprofundamento dos estudos de convivência e critérios que considerem a infraestrutura regional existente. Essas são posições da associação. Não comprovam aprovação de mudança nas condições de operação do seu provedor.
A leitura editorial do Entre Redes é que o gestor deve organizar duas frentes: as dependências técnicas de seus projetos e as oportunidades ou riscos que precisam de esclarecimento. O primeiro passo não exige trocar equipamentos nem prometer um novo serviço.
Faça um mapa da sua operação
Peça à engenharia uma lista dos projetos que dependem das faixas discutidas. Para cada projeto, registre equipamento, aplicação prevista, premissa regulatória, documento que sustenta essa premissa e dúvida ainda aberta. Não trate toda aplicação denominada “6 GHz” como se tivesse o mesmo enquadramento.
Reúna também informações sobre infraestrutura própria que possam ser relevantes para uma contribuição técnica: área atendida, capacidade disponível e investimento já realizado. Compartilhamento de informações comerciais ou operacionais deve passar pela aprovação interna apropriada.
Separe fato, posição e decisão
Em uma ficha de acompanhamento, use quatro campos: documento e data; estágio do processo; consequência possível para o ISP; verificação necessária. Uma manifestação pode orientar uma pergunta, mas a conclusão sobre mudança operacional precisa identificar o ato aprovado, seu alcance e a vigência aplicável.
O anúncio original prevê disponibilização de gravações e documentos da audiência. Para atribuir falas individuais ou interpretar detalhes da proposta, consulte o registro correspondente antes de divulgar uma conclusão.
Próxima ação prática
Até a próxima atualização, defina um responsável para consolidar as dúvidas de engenharia e regulação e conferir a agenda oficial. A entrega é uma lista curta de dependências, fontes e perguntas ainda sem resposta. Ela permite acompanhar o debate com contexto da própria rede, sem apresentar expectativa regulatória como autorização já concedida.
Atualização de 29 de outubro de 2026: incorporada a data da audiência em Fortaleza, marcada para 25 de novembro, a partir das 14h, conforme aviso no Diário Oficial da União. Permanecem a confirmação da audiência de 21 de outubro e o prazo de contribuições até 7 de dezembro.



