A Nokia projeta que o tráfego nativo e o tráfego influenciado por inteligência artificial, somados, representem 44% do total global em 2035. O relatório divulgado em 4 de novembro de 2026 reúne tráfego de acesso e determinados fluxos de IA na nuvem. Seu recorte é mais amplo que o tráfego que passa pela conexão de um assinante.

Para a engenharia de um provedor regional, o estudo pode abrir uma conversa sobre upload, latência e perfil de uso. Transformar essa conversa em decisão de capacidade exige olhar primeiro para a própria rede.

Entenda o que entra na conta

A categoria de tráfego influenciado considera o consumo adicional associado a recomendações de IA, como assistir a mais vídeos. Já o tráfego nativo inclui aplicações de IA e trocas entre modelos, ferramentas e dados na nuvem. Por isso, o percentual não deve ser apresentado como participação prevista de chatbots na banda larga brasileira.

O número divulgado pertence ao cenário moderado. A metodologia também considera cenários conservador e agressivo, com hipóteses sobre adoção, uso e volume de dados. O modelo combina uso de aplicações, atividade de dispositivos e fluxos de agentes com pesquisas de terceiros, revisão de especialistas e testes e avaliações da Nokia. É uma projeção produzida por um fornecedor, não uma medição do desempenho de ISPs brasileiros.

Comece por uma pergunta local

Como roteiro editorial, escolha um segmento da operação e uma dúvida que a equipe consiga investigar. O upload fica próximo do limite em determinados horários? Uma reclamação de aplicação lenta coincide com ocupação do enlace? Há dados suficientes para separar dificuldade de acesso, rede doméstica e destino?

Reúna as medições já disponíveis e autorizadas, indicando o ponto de observação, a janela de tempo e o responsável pela leitura. Compare períodos equivalentes e registre o que não foi medido. Aumento de tráfego, sozinho, não identifica a aplicação que o gerou.

Se for necessário um teste adicional, defina o objetivo e os limites com a equipe técnica antes de executá-lo. O roteiro não pede captura de conteúdo dos clientes nem mudança em produção. A proposta é organizar uma hipótese e a evidência necessária para avaliá-la.

Leve a evidência à decisão

Ao discutir expansão, separe três informações: o problema observado, a capacidade disponível e a expectativa de demanda. A projeção internacional pode ajudar a formular cenários. A justificativa para investir deve explicar o gargalo local, as alternativas e como a equipe verificará se a intervenção resolveu o problema.

Esse processo não garante economia nem crescimento. Ele oferece um caminho para que um número de longo prazo seja usado com seu contexto, sem virar automaticamente uma meta de compra para o provedor.

Consulte as fontes

Nokia — Global network traffic report 2026; definições e metodologia consultadas em 04/11/2026Nokia — página de apresentação do relatório 2026, consultada em 04/11/2026Nokia — comunicado oficial de 04/11/2026; consulta em 04/11/2026Texto próprio a partir das fontes indicadas. Recomendações de gestão e análise editorial estão identificadas na leitura.
Levar à equipe